Diabéticos e familiares debatem doença e trocam experiência em encontro
A 5ª edição do Encontro da Família e do Portador de DM 1 aconteceu na tarde de hoje nas instalações do Grupo Jaime Câmara
| Durante o evento médicos que atuam na área falaram sobre a doença |
Mais de 40 crianças, jovens e adultos diagnosticadas com diabetes e
familiares se reuniram hoje na sede do Grupo Jaime Câmara para o
Encontro da Família e do Portador de DM 1. O grupo, que tem que
residentes em Palmas e Porto Nacional, se reúne anualmente para trocar
experiências sobre a doença, seu tratamento e as complicações.
| Raissa descobriu que tinha diabete com apenas 2 anos |
|
A
jovem Raissa Andrade, de 14 anos, que participa desde a primeira edição
do evento há cinco anos, descobriu a doença quando ainda era pequena.
“Quando
ela tinha dois anos tivemos que levá-la para Goiânia. Foi lá que
descobrimos o que ela tinha”, comenta a tia de Raissa, a assistente
social Maria Bibiana, que acompanha a sobrinha desde essa época. “Em
Palmas, a 12 anos atrás não existiam recursos para o tratamento da
doença”, comenta.
Assim como demais diabéticos do grupo, Raissa
tem a diabete tipo 1. A diabetes é uma doença crônica e silenciosa, que
ocorre quando o corpo não produz ou não consegue empregar adequadamente a
insulina produzida.
Raissa e sua tia contaram que após o
diagnóstico e o início do tratamento da doença tudo ficou mais fácil.
“Desde os 10 anos eu mesma aprendi a aplicar a insulina e tirar as
medidas que medem a glicose”, comenta a jovem.
Hoje ela conta sua
experiência para ajudar crianças mais novas com o tratamento. “A parte
mais ruim e nas festas, por exemplo, que nem sempre posso comer o que
quero sempre” coloca.
Tratamento
O
tratamento da diabete tipo 1 é baseado, principalmente na mudança de
hábitos com alimentação saudável, prática de exercícios físicos
regulares e com a aplicação da conhecida insulina. Segundo a
endocrinologista pediatra Aline Jacques, a aplicação da insulina deve
ser feita diariamente observando as taxas de glicose e a fase em que a
doença se encontra.
“A verificação da glicemia e a aplicação da
insulina pode ser realizada pelos pais, e pelas próprias crianças, com
supervisão, a partir dos dez anos”, comentou. A médica lembrou que os
melhores locais para aplicação do medicamento são os braços, abdômen, as
adegas e a lateral das coxas. “Onde estão as ‘gordurinhas’ da pele”,
coloca. Entretanto, Aline ressaltou que é preciso alternar entre os
locais para evitar ferimentos com a aplicação constante
Além da
medicação, a nutricionista Paola Guerra, destaca a importância de uma
alimentação balanceada. “Comer de três em três horas, observando bem a
carboidratos, vitaminas, proteínas”, coloca.
Conforme a nutricionista,
os diabéticos devem evitar o açúcar, mas não é proibido.
“Desde
que ela esteja fazendo um tratamento e com as taxas de glicose
controladas. Existe um método para se conta a quantidade de carboidratos
nos alimentos, após essa contagem, é posteriormente fazer a aplicação
da insulina caso necessário”, afirma e finaliza lembrando que alimentos
com excesso de sódio também devem ser evitados.
Evento
Ao
longo da tarde foi realizada uma mesa redonda onde profissionais da
saúde que trabalham com diabete responderam perguntas sobre a doença.
Além disso, houve uma troca de experiências entre os que vivem com esse
diagnóstico.
São parceiros do evento o Grupo Jaime Câmara, a
Clínica Yano, o Laboratório Sabim e o Sindicato dos Auditores Fiscais da
Receita Estadual do Tocantins (Sindifiscal).
com,jornal/to
|

Comentários